David Mizuhara, um arquiteto de uma ecocidade, teve sua filha mais velha desaparecida no mar. Celia, após entrar no mar, acabou em uma ilha deserta. Sozinha e desmemoriada, ela só tem certeza de ter uma irmã chamada Kay, que aos poucos está esquecendo.
Em uma ecocidade cheia de regras, onde a interação entre pessoas é mediada pela atração da Intraface, Kasey, irmã de Celia, nunca perdeu a esperança de encontrar a irmã e fará o que for preciso para encontrá-la.
A narrativa do livro é na terceira pessoa, com um cenário futurista. A autora nos guia em uma história envolvente com questões climáticas e ambientais, em que os habitantes das ecocidades não interagem pessoalmente para evitar danos ao meio ambiente.
A história se desenvolve basicamente entre Celia e Kasey, em sua busca incessante para encontrar uma à outra. No decorrer da trama, conhecemos as duas irmãs e suas individualidades. Alternando entre presente e passado, o enredo traz Celia solitária, com apenas a companhia de Hubert, um robô, em uma ilha deserta.
O livro é uma ficção utópica e futurista que trata do mundo no futuro, mas levanta questionamentos sobre até onde vale o poder aquisitivo de uma pessoa, se influencia inúmeras outras negativamente.
Apesar de ser um livro com uma proposta interessante, a escrita da autora é excelente. No entanto, esse gênero literário não é o meu preferido e não consegui me apegar a nenhum personagem, mesmo que Celia e Kasey sejam determinadas.
Para aqueles que se identificam com esse estilo de leitura, "Aqueles que Deveríamos Encontrar" é uma ótima pedida. Para quem está querendo conhecer mais do gênero, o livro é excelente para começar, visto que sua leitura é fluída.


