Nas sombras do Brasil, cinco cidades turísticas tornam-se cenário de uma série de crimes que desafiam a lógica. Sem rastros, sem explicações, apenas o rastro perturbador de um assassino em série que se autodenomina “Sombra”.
O caso tem início no charmoso bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, e rapidamente se espalha, formando um quebra-cabeça macabro que deixa a polícia perplexa. O que torna tudo ainda mais inquietante é a ousadia do criminoso: ele antecipa seus passos à polícia, transformando o jogo de gato e rato em algo muito mais sombrio.
A narrativa é conduzida por Diego, perito criminal da Polícia Civil, que transporta o leitor para suas memórias do caso que mudou sua vida. Ao lado de uma equipe de investigadores liderada pelo metódico delegado Novaes, e composta pela brilhante detetive Helena Peres e pelos peritos Cisco e Manuel, Diego tenta decifrar os enigmas deixados pelo assassino.
Entre os membros da equipe, Helena se destaca. Com sua perspicácia e genialidade, ela emerge como o coração dessa narrativa de suspense. Enquanto todos trabalham para conectar as peças, é ela quem desvenda a lógica escondida no caos, conduzindo a trama por reviravoltas que deixam o leitor sem fôlego.
Fernando Schimidt cria uma atmosfera sombria e eletrizante, onde as certezas são constantemente destruídas. Quando o desfecho parece se aproximar, o autor surpreende com um plot twist que desafia até os leitores mais experientes.
Se você aprecia investigações policiais, tramas cheias de mentiras engenhosamente construídas e histórias que desafiam a mente, Memórias de um Crime Quase Perfeito é a escolha ideal.
E o final? Ele chega como um sussurro... ou talvez um grito vindo das sombras. Um crime quase perfeito, mas uma leitura absolutamente inesquecível.


