Sabe aquele tipo de livro que prende logo na primeira cena? Foi exatamente o que senti ao começar O Segundo Plano, de Tabata Saad.
A história se abre com Maria dentro de um avião, enfrentando o medo de voar, e já nesse instante percebemos como a autora conduz com maestria o diálogo interior da personagem.
Mas esse voo, diferente de todos os outros, guarda mais do que turbulências no ar: ele traz lembranças de um romance inesperado e o pressentimento de que a vida dela nunca mais seria a mesma.O retorno para casa não acontece como o planejado.
De repente, Maria se vê em um lugar estranho, onde nada parece fazer sentido. As regras são confusas, rostos conhecidos desaparecem e até suas próprias memórias se tornam questionáveis.
É nesse cenário de lacunas, alianças improváveis e segredos guardados a sete chaves que Maria precisa descobrir não só onde está, mas também por que foi parar ali.
O que mais me encantou foi a forma como Tabata Saad constrói a narrativa. Os capítulos se alternam entre passado e presente, criando um quebra-cabeça que só se revela por completo conforme a leitura avança.
A escrita é envolvente, o enredo é amarrado com cuidado e os personagens carregam uma aura de mistério que intensifica o tom psicológico e distópico da trama.
Sem dúvida, O Segundo Plano é aquele tipo de thriller que desafia nossa percepção do real, deixando claro que, nesse universo, nada é exatamente o que parece nem mesmo a protagonista. Uma leitura instigante, envolvente e surpreendente.


