Hoje terminei Onde os Anjos Não Ousam Pisar – volume 2, de Stella dos Anjos Costa, e fiquei alguns minutos olhando para o Kindle, tentando organizar o turbilhão de sensações que a história deixou.
A trama acontece em uma São Paulo inquieta, quase sempre apressada, enquanto o detetive Clark tenta encontrar um assassino em série que vem aterrorizando mulheres. Só que, curiosamente, a investigação não é o único mistério na vida dele. Dentro de casa existe outro universo acontecendo.
Silvia, sua esposa, convive com transtorno dissociativo de identidade. Eu já tinha conhecido Nora, aquela presença mais suave, quase etérea. Mas dessa vez aparece Esther… e ela chega mudando completamente a dinâmica da história. Determinada, direta e muito protetora, Esther não t
Confesso que algumas das minhas partes favoritas foram justamente as interações entre essas três dimensões da mesma mulher. Em certos momentos eu me peguei rindo sozinha; em outros, senti aquela pontinha de emoção que surge quando a narrativa toca em algo muito humano.
E Clark… ah, Clark. O jeito como ele ama Silvia, em todas as suas versões, é uma das coisas mais bonitas da história. Existe ali uma mistura de cuidado, lealdade e vulnerabilidade que deixa tudo ainda mais intenso.
A escrita flui rápido, quase como se os capítulos estivessem nos puxando pela mão. Quando percebi, já estava completamente envolvida com a investigação, com os conflitos internos e com aquela tensão crescente que vai tomando conta da narrativa.
Agora preciso falar do final.
Sério… meu coração ficou acelerado. Eu olhava a porcentagem do livro e pensava: “não pode terminar desse jeito”. E justamente quando achei que já tinha entendido o rumo da história, veio uma virada que me pegou desprevenida.
No fim, fechei o livro com aquela sensação boa de quando uma história consegue misturar suspense, emoção e personagens marcantes.
Daquelas leituras que a gente termina… mas continua pensando nela por um bom tempo.


