“Entre Vidas” é aquele tipo de livro que te prende pela curiosidade… e te segura pela emoção. A premissa já chama atenção: um jovem de 17 anos que começa a ter sonhos e sensações que não fazem sentido até descobrir que podem ser memórias de uma vida passada.
A narrativa se destaca por ser baseada em um fato real, o trágico acidente de 1960 no Rio Turvo, o que deixa tudo ainda mais impactante. Não é só ficção: existe um peso emocional ali, uma conexão com algo que realmente aconteceu, e isso torna a leitura mais intensa.
A escrita é fluida, envolvente e muito sensível. O autor conduz a história com delicadeza, principalmente ao trabalhar temas como reencarnação, luto e destino. Nada é jogado de forma pesada tudo vai sendo revelado aos poucos, criando aquele mistério que te faz querer continuar lendo sem parar.
Outro ponto forte é a forma como o livro mistura passado e presente. As memórias vão surgindo de maneira gradual, quase como um quebra-cabeça emocional, e isso aproxima muito o leitor da jornada do Júnior. Você sente a confusão, o medo e, ao mesmo tempo, a necessidade de entender o que está acontecendo.
Mas, no fundo, “Entre Vidas” vai além da ideia de vidas passadas. É um livro que faz refletir sobre o agora. Sobre o que estamos fazendo com a vida que temos hoje. Sobre escolhas, conexões e segundas chances.
É uma leitura delicada, reflexiva e que deixa aquela sensação de silêncio depois da última página… como se a história ainda estivesse ecoando dentro de você. ✨


